25 de novembro de 2009

Fatalidade

Nessa última quarta-feira (dia 18) morreu uma criança de 6 mêses, após ficar trancada no carro da mãe por cerca de seis horas, num bairro da Zona Leste de São Paulo (bairro bem próximo onde moro). Sob o calor de mais de 30°, o bebê teve queimaduras em várias partes do corpo. A criança morreu após chegar ao hospital, vítima de uma parada cardiorrespiratória.

Vilma, a mãe, alegou ter mudado a sua rotina. Diariamente ela costumava deixar a filha de 6 mêses na creche e logo em seguida a filha mais velha na escola. Naquele dia fez o percurso inverso e foi ai que tudo aconteceu. Somente por volta das 15:00 horas é que ela se lembrou que o bebê estava dentro do carro. Ela foi autuada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.


Algum tempo atrás ocorreu outro episódio idêntico. O bebê Gustavo de 16 mêses sofreu parada respiratória e morreu após ser esquecido dentro do carro pelo pai durante 6 horas. O pai afirmou na época que era o seu primeiro dia de férias e alterou a rotina. Deixou a mulher no trabalho, voltou para casa e dormiu. Só se lembrou do filho quase 6 horas depois, quando acordou e falou com a mulher pelo telefone.
Casos assim acontecem quase diariamente nesse cidade maluca que é São Paulo.

Os especialistas que estudam esse tipo de comportamento dizem que o que ocorrem nesses casos é o que eles chamam de lapso de atenção. A pessoa, por algum motivo, altera a sequência de uma rotina e não se dá conta de que uma das tarefas não foi executada. As chances desses lapsos ocorrerem aumentam quando você está com muitas preocupações, com muitas informações na cabeça, dizem os especialistas. Judicialmente é aplicado o "perdão judicial", que está previsto no Código Penal.

Eu acho que nós que moramos nessas grandes cidades já viramos máquinas e somos totalmente dependentes do relógio, que nem percebemos o mal que isso acarreta a nós mesmos. É tudo muito estressante!


Li um trecho do "O organismo está doente" - de Carlos Minc e vou resumir algumas partes , pois achei interessante:
AS CIDADES MAL AMADAS

A grande metrópole é um organismo vivo, muito doente. Ela é a expressão de desequilíbrios econômicos, ecológicos e espaciais que fazem do país um ser disforme: um corpo atrofiado com macrocefalia (uma imensa cabeça).

Usando a imaginação, uma grande metrópole pode ser comparada a um indivíduo doente que tem vários de seus órgãos atingidos por infecções, lesões ou distúrbios graves e que apresenta os seguintes sintomas: Conjuntivite, fraturas, Otite, amnésia, câncer, estresse, fome, obesidade, diarréia, esquizofrenia, depressão geriátrica, Aids, Enfarte de miocárdio, falocracia aguda, apartheid social, síndrome da alienação adquirida, etc...


Esse sombrio diagnóstico revela as múltiplas armadilhas da cidade dos letreiros de neón que prometem infinitas oportunidades.

Sobre a Autora:
Rosana Ibanez Rosana Ibanez:Sou alguém que gosta da vida, que procura viver dentro de seus princípios, que ama sua família, que viveu bastante mas não o suficiente, que apesar da distância e das barreiras, ainda acredita no amor entre duas pessoas, que acredita na continuidade da vida após a morte, que ama o próximo como a si mesma, que ainda acredita no ser humano e que tem DEUS como ser supremo.

9 comentários:

planetadablogueira.com disse...

Comentei com meu marido no dia do acontecido, fomos ao supermercado e fiquei pouco tempo esperando ele no carro, comentei do calor que fazia, falta de ar, poxa =// Imagina o sofrimento daquele bebê?? =//

Existem pessoas que não deveriam recebr nome de "mãe"...

Beijo querida, adoro suas visitas, tá participando do sorteio de domínio lá no planeta?

Rosana Ibanez disse...

Olá Planeta da blogueira! Obrigada pela visita e pelos comentários, viu?
Também concordo c/vc, pois foi um erro imperdoável, que valeu uma vida. As vezes me pergunto se toda essa correia realmente vale a pena...
Um beijo no seu coração e vou participar do sorteio sim!

New disse...

Não é crível que uma mãe esqueça que tem de levar um filho AO MÉDICO. Perdoe-me mas, que mãe é essa? Nem mãe se fazem mais como antigamente. Êita!!!

New disse...

Ops!!!
Esqueci de deixar beijos.
Que absurdo....rsrsrs...
Beijos

La Sorcière disse...

Coisa HORRÍVEL... sem palavras...

ludmilla disse...

aih querida nem consegui le o post inteiro , pq qnd eu vejo uma coisa dessas me dah um repulsa taum grande q eu fico com medo de onde vamos parar..
bjokasss

J. Araújo disse...

Olha, sinceramente, é imperdoável certas atitudes. Como uma mãe vai esquecr que tem dosi filhos, e não saber o que fez com um e com o outro. Na verdade essa mulher, como tantas outras, não tem a minima condições de ser mãe.


Por mais barulhenta e pertubadora que seja uma cidade, não é motivo para esquecermos dos nossos filhos.


Bjs

meus instantes e momentos disse...

é dificil até comentar.
Tenha um ótimo final de semana.
Maurizio

O Profeta disse...

Porque será que os pássaros
Cantam na partida do dia
Porque será que um amante ausente
Fica de alma apertada, vazia?

Porque será que as ondas lamentam
Em sussuros de sal no areal
Porque será que as rezas são feitas
Para correr para o longe o perverso mal?


Boa semana


Doce beijo

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